25 de maio de 2012

CHA ao contrário
Por Carolina Manciola para o RH.com.br

 Um dos grandes desafios de quem trabalha com treinamento e desenvolvimento é provar os resultados que as soluções de aprendizado têm dado à organização. Não é à toa o budget da área é um dos primeiros a ser cortado quando há necessidade de reduzir custos. É claro que isolar o impacto do aprendizado na estratégia empresarial não é algo simples, no entanto é possível comprovar os resultados quando se delimita objetivos e se atrela o treinamento a um indicador. A estratégia instrucional de desenvolvimento costuma perguntar: que conhecimentos e habilidades são necessários aos participantes do treinamento para atender às necessidades explicitadas pelo cliente?
 O ideal é que esse processo comece de trás para frente. A primeira questão a ser respondida é: o que motivou a demanda? Fazer um diagnóstico apurado junto ao cliente vai permitir ao profissional de Treinamento & Desenvolvimento ter clareza das causas e delimitar as possibilidades, definindo um objetivo principal. Estou falando do CHA ao contrário. A pergunta central deve ser: o que os participantes serão capazes de fazer de melhor ou diferente após o término do treinamento? Ou seja, começamos pela Atitude. A partir daí o desenho instrucional deve considerar que as Habilidades precisarão ser desenvolvidas e quais os Conhecimentos necessários para sustentá-las.
É preciso que cada um dos assuntos do treinamento esteja intimamente relacionado aos verdadeiros desafios do dia a dia do grupo, de forma a permitir uma melhoria na performance que gere impacto sobre a organização. O treinamento não deve restringir-se a transferir o "o quê" deve ser feito, mas principalmente colaborar para que o participante saiba "como" fazer, afinal a solução de aprendizado só passa a ter valor quando é aplicada.

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